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Chuva atrasa milho no Paraná

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A terça-feira fechou de conversa mais lenta no grão: soja e milho quase não se moveram no CEPEA, mas o porto de Paranaguá pagou o maior preço da tabela pros dois grãos, sinal de prêmio de exportação firme. A chuva no Paraná atrasou a colheita do milho e já pesa no ritmo de embarque, enquanto a Rússia reduziu a exportação de trigo pra mínima em quase dez safras. Lá embaixo tem as cotações completas do dia e a primeira pílula de uma nova série sobre o preço do clorotalonil.

Aegro Insights

O preço parece parado, e não está

Comparar a safra passada inteira com o começo desta dá só 0,03% de alta no litro do clorotalonil. Parece conta parada, mas essa comparação mistura época do ano com tendência: pega os meses mais baratos do calendário novo e junta com a média do ano anterior inteiro.

Quando a Aegro comparou o mesmo trimestre, um ano contra o outro (abril a julho), a alta real foi de 8,5% no litro. No mesmo período, o glifosato subiu entre 3,4% e 5,2%: o fungicida multissítio andou mais rápido, e a maior parte da safra 26/27 já vai fechar com essa base mais alta.

Ao longo dessa nova série vamos mostrar onde esse aumento pesa mais: no fabricante escolhido, no prazo de pagamento e no custo por hectare, não só no preço do litro. Primeiro capítulo: preço parado na conta errada não é preço parado na sua compra.

Destaques da Mídia

Chuva trava o milho no PR, trigo russo derrete pra mínima

Chuva trava o milho no PR, trigo russo derrete pra mínima

Chuva forte atingiu o Paraná ontem e atrasou a colheita da safrinha bem no meio do calendário de embarque. O ritmo de exportação de milho, que vinha forte no começo de agosto, já sente o impacto: cada dia de colheita parada é um dia de contêiner esperando grão pra carregar. Quem ainda não fechou contrato de exportação ganha um pouco mais de tempo pra negociar preço, mas corre o risco de perder a janela se a chuva insistir.

Do outro lado do mundo, a Rússia reduziu a exportação de trigo pro menor volume desde a safra 2016/17. Menos trigo russo circulando ajuda a sustentar o preço internacional do grão, e o CEPEA/ESALQ do Paraná fechou ontem em leve alta, a R$ 1.415,09 por tonelada. Produtor de trigo do Sul entra na semana com um argumento extra pra negociar contrato novo.

No crédito, a safra 26/27 já tem R$ 28,2 bilhões girando em financiamento, e o Itaú lançou o maior Fiagro do país, de R$ 4,8 bilhões, reforçando o caixa disponível pro setor. Quem depende de capital de giro pra fechar insumo da próxima safra tem mais fôlego de negociação bancária do que tinha há poucos meses.

Em Chicago, o óleo de soja caiu forte ontem e puxou o contrato futuro de novembro pra baixo. No Brasil o reflexo ainda foi pequeno: o CEPEA/ESALQ do Paraná ficou praticamente estável, a R$ 137,46 por saca, enquanto o porto de Paranaguá seguiu pagando prêmio mais alto, perto de R$ 149. Quem tem soja pronta pra embarcar ainda encontra a melhor conta no porto, não no pátio da fazenda.

Você Sabia?

O relatório da Pecuária sai só com o que você quer ver

Quem exporta relatório de lote pra imprimir ou mandar pro contador conhece a chateação: PDF cheio de coluna que não interessa naquele momento. Isso mudou no módulo Pecuária do Aegro.

Agora o relatório em PDF sai só com as colunas que você deixou visíveis na tela. Quer mandar um resumo simples, só com peso e data? Esconde o resto antes de gerar, e o PDF já sai enxuto.

Funciona pra reunião rápida com o comprador, conferência interna ou só pra guardar um histórico mais limpo. Menos coluna solta, relatório mais fácil de ler.

Minuto Reforma

Atraso na entrega muda o mês do imposto

Faturou no dia 28 mas o caminhão só chegou em abril? O imposto é devido no mês da entrega, não no mês da emissão da nota. O Evento 112150 existe pra isso: ele atualiza a data de previsão de entrega direto na NF-e.

Sem esse ajuste, o imposto cai no mês errado e o seu fluxo de caixa fica desalinhado com o que realmente aconteceu na operação. Vale revisar esse campo toda vez que a entrega atrasar em relação à data de emissão.

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Milho

O CEPEA/ESALQ do milho ficou praticamente parado ontem, a R$ 65,65 por saca (+0,03%), mas o físico contou outra história: o porto de Paranaguá pagou R$ 68,00, o maior preço entre as praças acompanhadas, contra R$ 66,00 em Campinas e no porto de Santos. A chuva que atrasou a colheita da safrinha no Paraná já aperta o calendário de embarque, e a concorrência argentina segue disputando espaço no mercado externo. Quem ainda não fechou contrato de exportação tem hoje um prêmio de porto mais gordo pra negociar, mas precisa decidir rápido: se a chuva continuar, a demora na colheita pode virar falta de grão disponível pra carregar no curto prazo.

Soja

A soja também ficou de lado ontem, com o CEPEA/ESALQ do Paraná em R$ 137,46 (+0,01%), enquanto Chicago caiu por causa do óleo. No físico, o porto de Paranaguá seguiu pagando o prêmio mais alto, perto de R$ 149 a saca.

Os dois grãos fecharam ontem quase parados no indicador, mas o porto continua sendo onde está o dinheiro extra, pra quem consegue levar o grão até lá.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 12/08/2026