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USDA aperta oferta, trigo dispara

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Ontem foi dia de relatório pesado saindo dos Estados Unidos: o USDA cortou a produtividade de soja, milho e trigo por lá, e o mercado reagiu na hora, com o grão disparando em Chicago. Enquanto isso, o governo tirou R$ 850 milhões do Funcafé pra mandar boa parte pro BNDES, e o Rio Grande do Sul entrou em alerta de chuva forte e granizo pros próximos dias. Lá embaixo tem o raio-x da margem da safrinha 2026 por estado, mostrando por que ela não depende só do preço do milho.

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A margem da safrinha não vem do preço do milho

Com o milho reagindo ontem ao relatório do USDA lá fora, vale lembrar que a margem real da safrinha 2026 no Brasil não vem do preço do grão. Ela varia mais pela praça e pelo custo de cada fazenda do que pela cotação em si: no benchmark da Aegro, o preço nas principais praças vai de R$ 45 a R$ 56 por saca.

Em Mato Grosso, com o milho a R$ 45 a saca em Sorriso, o produtor precisa de 92 sacas por hectare só pra empatar; a margem só aparece com produtividade acima da média. Em Goiás, o custo operacional de R$ 5.916 por hectare exige 107,6 sacas por hectare no ponto de equilíbrio. Minas Gerais entra na safrinha com a base mais apertada, qualquer evento climático já vira prejuízo no cenário base. Do outro lado, Mato Grosso do Sul tem preço e custo confortáveis, com margem positiva em todos os cenários projetados, e o Paraná, com milho a R$ 56 a saca e custo enxuto, fecha com a margem mais folgada da safrinha.

A conclusão vale pra quem planta em qualquer estado: a margem da safrinha não vem do preço do milho, vem de duas alavancas, produtividade no campo e compra inteligente de insumo fora dele. Uma depende do clima. A outra depende só do produtor.

Destaques da Mídia

USDA corta oferta e dispara trigo e soja em Chicago

USDA corta oferta e dispara trigo e soja em Chicago

O USDA reduziu a estimativa de produtividade de soja, milho e trigo nos Estados Unidos, mas ampliou a área de soja prevista pra safra 26/27, e o resultado líquido foi um corte nos estoques finais globais de soja. O mercado reagiu na hora: a soja disparou em Chicago ontem, com o contrato de janeiro fechando em alta de quase 15 centavos, a 1.199,00 dólares por bushel, e o trigo teve o maior salto da semana. Quem tem contrato de exportação em aberto ganha uma janela de preço mais favorável enquanto o mercado ainda digere o relatório.

No crédito, o governo retirou R$ 850 milhões do Funcafé, o fundo exclusivo da cafeicultura, e redirecionou R$ 500 milhões pro BNDES. A medida gerou reação do setor, incluindo crítica da Confederação Nacional do Comércio. Produtor de café que contava com essa linha pra custear a próxima safra precisa rever a fonte de financiamento antes de fechar o orçamento.

No Rio Grande do Sul, o Inmet colocou o estado em alerta pra chuva forte e granizo entre quarta e quinta-feira. Quem tem lavoura ou pomar na rota da frente fria faz bem em adiantar qualquer aplicação ou colheita que dependa de tempo seco nos próximos dias.

Do lado da demanda, a China fez o segundo anúncio de compra de soja americana da semana, reforçando a presença do país como comprador mesmo com o relatório do USDA turbinando o preço. Produtor brasileiro de soja sente o reflexo: comprador maior ativo lá fora tende a sustentar preço aqui também, principalmente enquanto a safra americana ainda está no campo.

Você Sabia?

O AegroZap agora avisa sobre o tempo na fazenda

Depois do alerta de chuva forte no Rio Grande do Sul, vale lembrar de uma ferramenta que ajuda a se planejar rápido sem precisar abrir o computador: o clima chegou no AegroZap.

Pelo WhatsApp você pergunta a previsão da sua fazenda, consulta quanto choveu no mês ou na safra, e ainda registra a chuva do dia só mandando uma mensagem como "choveu 20 mm hoje".

Esse registro aparece direto no painel de clima do Aegro na web, sem precisar abrir o sistema no meio da lavoura. Pra quem toma decisão de aplicação ou colheita com o tempo por perto, é um jeito de ter o dado na mão na hora que precisa.

Minuto Reforma

Confirmar pagamento libera crédito do comprador

Você não é contribuinte de IBS/CBS e vende pra indústria, trading ou cooperativa? O crédito presumido do comprador só sai depois que o pagamento da sua safra é confirmado no sistema dele, no Evento 112110.

Se esse sistema estiver desatualizado, o crédito trava e você perde preferência na próxima negociação.

Confira com quem compra de você se esse evento está sendo lançado certinho.

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

O relatório do USDA cortou a estimativa de produtividade americana mas ampliou a área de soja pra 26/27, e o grão disparou em Chicago ontem, com o contrato de janeiro fechando em alta de quase 15 centavos, a 1.199,00 dólares por bushel. No Brasil, o CEPEA/ESALQ do Paraná ainda reflete o fechamento de terça, a R$ 137,46 (+0,01%), sem repassar o salto de lá fora; no físico, o porto de Paranaguá já paga R$ 150,00 pela saca, o maior valor entre as praças acompanhadas. Quem tem soja pronta pra embarcar encontra hoje um prêmio de porto bem maior do que o indicador oficial sugere.

Milho

O mesmo relatório do USDA pesou sobre a produtividade do milho americano, e o grão foi contagiado pela euforia da soja e do trigo em Chicago ontem, mesmo sem notícia própria forte. O CEPEA/ESALQ, ainda no fechamento de terça, mostra R$ 65,65 (+0,03%), enquanto o porto de Paranaguá paga R$ 68,00 e Campinas fecha a R$ 67,00.

Com o indicador brasileiro represado em terça e o mercado internacional já precificando o relatório de ontem, quem decide preço essa semana ganha mais informação olhando direto pro físico do porto do que esperando o CEPEA/ESALQ correr atrás.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 15/08/2026