BB vai renegociar R$ 30 bi rural
Quinta foi dia de grão andando devagar: a soja ficou de lado em Chicago, esperando a safra nova sair do chão no Brasil, enquanto o trigo ganhou espaço com a Conab prevendo importação recorde por aqui. No crédito, o Banco do Brasil sinalizou que vai renegociar R$ 30 bilhões em dívida rural nas próximas semanas. Lá embaixo tem o motivo pelo qual o clorotalonil está subindo mais rápido que o glifosato nessa safra.
Sobe mais que o glifosato
Segundo capítulo da série sobre o clorotalonil: no mesmo trimestre comparado, abril a julho, de um ano pro outro, o fungicida multissítio subiu 8,5% no litro e 7,3% no hectare.
No mesmo período, o glifosato andou mais devagar, com alta entre 3,4% e 5,2%. O clorotalonil correu na frente, e boa parte da safra 26/27 já vai fechar com essa base de custo mais alta.
Isso muda a conta de quem monta o pacote fitossanitário da temporada. Um fungicida que sobe quase o dobro do herbicida de referência pede atenção redobrada na hora de negociar prazo e fabricante, não só o valor da cotação. Próximo capítulo: o corte que só a nota fiscal mostra.
Trigo aperta, soja espera a safra nova
A soja segue de lado em Chicago. O contrato de agosto fechou ontem a 11,68 dólares por bushel, com o mercado americano ainda digerindo um relatório que trouxe produção maior, mas produtividade menor por hectare. A China voltou a comprar: já são mais de 25 milhões de toneladas fechadas na safra americana, embora analistas não esperem o volume passar muito disso. Produtor brasileiro de soja sente esse compasso: sem gatilho novo lá fora, o preço aqui tende a seguir mais pelo físico da praça do que pelo indicador internacional.
A Conab projetou ontem que o Brasil deve importar um volume próximo do recorde de trigo na safra 2026/27, mesmo com a safra nacional de grãos estimada em 360,8 milhões de toneladas. Quem trabalha com trigo sente esse contraste na prática: o país produz mais no total e segue dependente de trigo de fora pra fechar o consumo interno.
No crédito, o Banco do Brasil sinalizou que pretende renegociar R$ 30 bilhões em dívidas rurais em agosto e setembro, usando a MP 1376 como base. Atraso numa portaria do Tesouro ainda trava parte das operações. Produtor com parcela apertada e que conta com essa renegociação faz bem em procurar a agência antes da fila aumentar.
Na pecuária, a exportação de carne bovina caiu 17% em julho ante o mês anterior, e o boi gordo sentiu o reflexo da demanda interna mais fraca na praça paulista. Quem mistura lavoura e pecuária ganha mais um motivo pra olhar o calendário de venda do lote antes de travar preço.
Abra qualquer anexo sem sair da tela
Você já perdeu tempo baixando um arquivo só pra conferir um dado rápido? Isso mudou: agora dá pra abrir o anexo, seja nota, laudo ou contrato, direto ao lado do formulário, sem baixar e sem trocar de aba.
O zoom vai de 100% a 300%, então dá pra checar até o detalhe menor do documento sem perder o contexto da tela onde você já estava trabalhando.
O recurso já está disponível em 12 telas do Aegro, do lançamento financeiro até a pecuária. Ideal pra quem confere nota fiscal ou contrato antes de aprovar um lançamento.
Perdeu carga no frete? Registre o evento certo
Se o frete da sua venda é CIF, por sua conta, e a carga se perde no caminho, é preciso registrar o Evento 112130 no sistema.
Sem esse registro, dois problemas aparecem: o imposto da venda não se ajusta direito, e o sistema não estorna os créditos dos insumos usados pra produzir aquela carga perdida.
Documentar certo agora evita dor de cabeça na apuração do mês.
Destaques Soja e Milho
Soja
O CEPEA/ESALQ de Paranaguá fechou ontem em alta, a R$ 146,94 (+0,41%), e o de Paraná foi a R$ 139,99 (+0,56%). No físico, Castro (PR) pagou R$ 133,00 (+3,10%), o melhor prêmio entre as praças acompanhadas, enquanto Nonoai (RS) e Ubiratã (PR) operaram a R$ 124,00 e R$ 125,00, ambos com alta de 0,81%. Em Chicago, o contrato de agosto fechou perto de 11,68 dólares por bushel, com o mercado de lado esperando a safra nova brasileira, mesmo com a China somando mais de 25 milhões de toneladas compradas dos Estados Unidos.
Milho
O CEPEA/ESALQ fechou praticamente estável ontem, a R$ 66,09 (-0,09%). No físico, Campinas (SP) e o porto de Santos (SP) também não se mexeram, a R$ 67,00 e R$ 68,00, enquanto Sorriso (MT) teve leve alta, a R$ 43,40 (+0,23%), um spread de quase R$ 24 entre Centro-Oeste e Sudeste, dentro da faixa normal da entressafra. Em Chicago, o milho perdeu quase 2% no fechamento de ontem.
Com os dois grãos girando perto da estabilidade, quem decide frete ou venda essa semana tem espaço pra comparar o prêmio de Castro na soja com o spread ainda largo do milho entre Centro-Oeste e Sudeste antes de fechar qualquer embarque.